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Metas que cuidam de gente: é possível?

Atualizado: 23 de mar.


No universo corporativo a palavra meta carrega consigo uma carga muita pesada e é quase sempre sinônimo de cobrança, pressão e na maioria das vezes, estresse.


Mas porque esse cenário?


É possível mudar essa negatividade que vem junto com a palavra meta e deixá-la ser apenas o que é? Uma palavra de 4 letras, que deveria ser sinônimo de direção, motivação, orientação, desenvolvimento...


Esse texto pergunta se é possível existirem metas que cuidam de gente. Já me adianto, respondendo que a resposta é SIM. Metas podem e devem cuidar de gente. Quando isso acontece, elas deixam de ser um fardo e se tornam aliadas poderosas para o desenvolvimento dos líderes e dos liderados.


Uma coisa eu posso afirmar, atingir metas não é fácil e cobrar ou gerenciar metas muito menos. Mas vou trazer algumas reflexões e talvez ao final desse artigo possamos juntos acreditar cada vez mais que é possível sim, humanizar a tão terrível "gestão de metas".

Afinal, temos que concordar que metas são parte essencial do trabalho e da vida. São elas que nos ajudam a sair do ponto A e chegar ao ponto B, dando direção, foco, ritmo e propósito às nossas ações.


De onde vem essas metas que tanto nos sobrecarregam?


A necessidade e o desejo de transformar sonhos, ideias ou objetivos em algo concreto é o que podemos chamar de a semente de uma meta. E essas sementes surgem em lugares diferentes:


  • Do propósito da empresa ou de um time: quando conectadas ao que a organização quer construir.

  • Das necessidades do negócio: demandas do mercado, clientes, projetos, projeções, estatísticas...

  • De desejos pessoais ou profissionais: quando alguém quer evoluir em determinada competência ou carreira.


Até aqui parece tudo muito válido, normal e coerente.


No entanto, não basta “tirar uma meta do pensamento” sem um embasamento. Muitas vezes, metas mal planejadas nascem apenas da pressão por resultados imediatos, pensando no universo corporativo ou nascem de uma ambição não saudável, como muitas vezes vemos na vida pessoal.


E são essas metas que surgem de maneira leviana, as que nos sobrecarregam com um peso que afeta a nossa vida como um todo e a vida daqueles que estão ao nosso redor.


Se uma meta fosse uma pessoa, quais serias suas competências?


Seria uma pessoa realista, inteligente e atenciosa.


A competência realista levaria sempre em consideração três fatores principais:

  1. a clareza,

  2. a viabilidade

  3. o propósito.


Vou deixar um link para você conhecer mais sobre o método SMART. Ele é incrível para organizar metas saudáveis.



A competência inteligência manteria a consciência que: a sua flexibilidade ajudaria a manter o equilíbrio entre pessoas, tempo, recursos e imprevistos.


A competência atenção faria com que o seu olhar e sua escuta estivessem voltadas para as pessoas, não para números ou gráficos.


Hun, se encontrar esse "pessoa" por ai, por favor peça para ela entrar em contato comigo, rsrs.


"Metas bem construídas te ajudam a andar por labirintos. lembre-se sempre: nosso dia a dia não é linear."

Metas em tempos de NR-1


A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) reforça que a segurança e saúde no trabalho são direitos fundamentais. E hoje em dia é essencial que toda empresa coloque em prática todas as orientações, para que as condições de trabalho preservem a integridade física e mental das pessoas. Isso significa que metas e prazos não podem colocar em risco o bem-estar. É preciso respeitar mais do que nunca os limites que garantem ambientes saudáveis.


Vamos reforçar que: metas mal definidas geram ansiedade, afastamento e até burnout. E o pior: quando a saúde emocional e o engajamento caem, os resultados também despencam. E o triste é que as pessoas são punidas quando isso acontece.


Enfim, alguém criou uma meta. E agora?


Quando uma meta nasce ela normalmente chega até nós pela liderança.

Os líderes são os principais responsáveis por equilibrar a cobrança por resultados com a escuta ativa e o suporte. Liderar com empatia também significa saber quando acelerar e quando dar espaço para os liderados respirarem e se fortalecerem.


Mas...

É preciso antes de tudo, que esse líder se inspire naquela pessoa "maravilhosa" que falamos anteriormente. Ele precisa compreender a meta. Ás vezes questionar. Não é porque alguém criou uma meta que ela é possível, ou que está embasada em dados reais e até pode ser que não seja o melhor momento. Metas precisam estar o tempo todo dialogando com o dia a dia.


Sim, metas que cuidam de gente são possíveis e necessárias. Se forem realistas, inteligentes e atenciosas contribuirão para o desenvolvimento, fortalecerão as relações e naturalmente vão gerar resultados sustentáveis.


Eu acredito que essa é a base para um futuro corporativo mais humano e equilibrado.

Uma frase para lembrar:

"Metas não precisam ferir. Quando cuidam de gente, fortalecem resultados."

E agora, depois dessas reflexões?

Faz sentido para você?

Você concorda que é possível criar metas que cuidam de gente?


Espero que sim.

Abraço j e até a próxima leitura : )

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