Você é líder ou liderado? A pergunta que realmente importa é outra...
- Jussara Ribeiro

- 13 de mar.
- 4 min de leitura
Atualizado: 23 de mar.

É comum ouvirmos frases que reforçam a divisão entre “quem lidera” e “quem é liderado”. E aqui na j. Criações também usamos essa divisão. Mas com essa reflexão viemos dizer que: a divisão para nós só serve apenas como um facilitador para identificar papéis oficiais. Pois temos consciência do quanto ela pode ocasionar falta de visão nas relações dentro do universo corporativo.
Infelizmente muitas empresas ainda cultivam a ideia de que liderança é apenas sobre gerenciar pessoas e tomar decisões estratégicas. Isso acaba mesmo criando a sensação de que há dois grupos distintos, como: os que “mandam” e os que “obedecem”. Mas, sabemos que essa lógica é limitada, é uma meia verdade e causa algumas ilusões. Porque também existem os que "seguem".
Sabemos que pessoas que ocupam cargos de liderança podem não estar, de fato liderando. E por outro lado temos muitos liderados que mesmo não tendo uma equipe oficialmente sob sua liderança, exercem com muita naturalidade uma liderança potente, silenciosa e transformadora.
Mas será que essa distinção é realmente o que mais importa nas relações de trabalho?
A verdade é que, independentemente do cargo que você ocupa, existe um fator que impacta diretamente a qualidade das conexões e resultados: a forma como você lidera a si mesmo.
Simm! Essa é a pergunta que realmente importa.
Tudo o que criamos por aqui, só tem um desejo: acessar o humano por trás do crachá, porque é no humano que mora o verdadeiro sentido da liderança. É esse humano que sustenta os valores que permitem que o universo corporativo seja o mais "habitável" possível. Por isso, liderar a si mesmo é a ponte que conecta líderes e liderados.
Quero falar da autoliderança que entrelaça tantas competências. Uma pessoa capaz de liderar a si mesmo, provavelmente terá uma personalidade que exala verdade. E essa verdade, traduzida em comportamentos, atrairá naturalmente as pessoas a sua volta.
Você é um profissional ativo no seu dia a dia? Ou mantém inativa as suas capacidades de estar presente e atuando?
Você se percebe como um personagem principal da sua vida? Ou acredita que é um simples figurante em sua própria vida?
Liderar a si mesmo, não é um caminho fácil. Mas se trabalhar esses três A's já estará caminhando em direção ao protagonismo verdadeiro:
Autoconhecimento: reconhecer suas emoções, viver seus valores, conhecer suas forças e respeitar seus pontos de desenvolvimento.
Autogestão: saber regular suas reações, administrar o tempo e manter o foco mesmo diante de desafios.
Autorresponsabilidade: entender que seus resultados e suas escolhas estão diretamente ligados às suas atitudes e muitas vezes a falta de atitudes.
Quando você lidera a si mesmo, a posição hierárquica deixa de ser um limitador do seu impacto, porque você passa a estar ativo e presente, em qualquer acontecimento.
Mas o que é liderar a si mesmo?
Liderar a si mesmo é ser protagonista. Sim, vou usar essa palavra que está tão na moda.
Você sabia que no sentido figurado, segundo o dicionário Michaelis, "um protagonista é um participante ativo ou de destaque em um acontecimento".
Então prepara-se porque aqui vão três provocações, independentemente do seu papel:
Você olha para dentro de si mesmo antes de reagir ao que está fora? Ou deixa o externo conduzir suas ações?
Você é um profissional ativo no seu dia a dia? Ou mantém inativa as suas capacidades de estar presente e atuando?
Você se percebe como um personagem principal da sua vida? Ou acredita que é um simples figurante em sua própria vida?
O reflexo dessa liderança interna nas relações
Líderes que não se conhecem tendem a projetar suas inseguranças nos liderados, gerando ambientes instáveis. Já liderados que não têm clareza sobre si mesmos podem se sentir constantemente vítimas das circunstâncias, o que acaba com qualquer motivação.
Por outro lado, quando todos — líderes ou liderados — assumem o compromisso de se liderar, a relação começa a se transformar:
Há mais diálogo verdadeiro e menos acusações.
As pessoas assumem a responsabilidade compartilhada pelos resultados.
O ambiente se torna mais resiliente diante das mudanças.
O reflexo dessa liderança interna nas relações
Líderes que não se conhecem tendem a projetar suas inseguranças nos liderados, gerando ambientes instáveis. Já liderados que não têm clareza sobre si mesmos podem se sentir constantemente vítimas das circunstâncias, o que acaba com qualquer motivação.
Por outro lado, quando todos — líderes ou liderados — assumem o compromisso de se liderar, a relação começa a se transformar:
•Há mais diálogo verdadeiro e menos acusações.
•As pessoas assumem a responsabilidade compartilhada pelos resultados.
•O ambiente se torna mais resiliente diante das mudanças.
Um convite à reflexão
No fim das contas, a divisão entre líderes e liderados é apenas uma linha tênue.
O que realmente sustenta relações saudáveis e resultados duradouros é a capacidade de cada um liderar a si mesmo.
Então voltamos ao início para reformular o título desse artigo.
Você lidera a si mesmo?
Se responder à essa pergunta, sinta-se à vontade para compartilhar com a gente o que você percebe de grandioso ao liderar a si mesmo ou porque você não consegue liderar a si mesmo.
Abraço j e até nosso próximo encontro : )



Comentários